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Araraquara, São Paulo, Brazil
Graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista. Pós Graduação em Fisioterapia Ortopédica e Desportiva pela Universidade da Cidade de São Paulo. Coordenador do Grupo de Estudos em Postura de Araraquara. –GEP Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Traumato-Ortopédica- ABRAFITO Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Manipulativa- ABRAFIM Membro da Associação Brasileira de Pesquisa em Podoposturologia –ABPQ PODO Formação em RPG, SGA, Pilates, Podoposturologia (Palmilhas para correção de postura), Quiropraxia, Osteopatia Clínica, Treinamento e Reabilitação Funcional, Kinesyo Tape , Wii Reabilitação; Acupuntura Dry Needling.,Mobilização Neurodinâmica Formação no Método Glide de Terapia Manual. Atualização nas Disfunções de Ombro, Quadril , Joelho e Coluna. CONSULTAS PELO TELEFONE 16 3472-2592

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Lesões do Judô

Judô
Regras e Equipamentos
Saudação
A Saudação ou Rei-Ho é um dos fundamentos mais importantes pois representa o respeito ao seu local de treino e aos seus companheiros, devendo ser realizada com concentração. Esta demonstração de cortesia e respeito deve ser realizada sempre antes de entrar ou sair do dojô, antes e após as lutas realizadas durante o treinamento, ao iniciar ou terminar uma combate em competição e diante de seu mestre.

Ritsu-Rei: saudação em pé


Za-rei: saudação na posição Seiza, sentado sobre os calcanhares.



Kimono



O Kimono é a vestimenta utilizada para a prática do Judô. Também chamado de judogui, é composto por uma calça e um casaco ambos de cor branca e uma faixa com a cor condizente com a graduação do judoca. O judogui azul tem sido utilizado em competições a fim de caracterizar melhor os oponentes durante as lutas.

Originalmente as faixas não eram divididas em cores. Em 1883, Jigoro Kano dividiu seus judocas em 2 grupos distintos, os iniciantes que receberam a faixa branca e judocas avançados que receberam a faixa preta.

O aumento do número de praticantes do Judô, levou a uma dificuldade de diferenciar um judoca que acabou de iniciar seus treinos e um mais experiente, mas que ainda não havia obtido sua faixa preta. Para isso foram criadas diferentes cores, os kyus. Para os faixas preta foram também criadas diferentes graduações, os dans (Castro, 2001).


Dojo

O Judô não pode ser praticado em qualquer lugar. O Dojo é um local especialmente desenvolvido para a prática do Judô. Essa área não deve ter quinas cortantes ou pilares, suas paredes devem ser forradas e o piso deve ser revestido por tatamis, sem espaço entre elas a fim de absorver o impacto das quedas.


Treinamento
Existem basicamente 2 métodos de treinamento do Judô:

KATA – é um sistema de movimentos pré-arranjados que ensinam os fundamentos de ataque e defesa.

RANDORI – com o significado da palavra de prática livre, o Randori é similar a competições quando os atletas, aos pares, realizam uma disputa visando projetar, imobilizar, estrangular ou aplicar chaves.

Competição
As competições são realizadas em uma área (shiai-jô) com as dimensões de 14m x 14m, sendo que a área de combate (jonai) corresponde a 10m x 10m, possui uma área de perigo que limita a área de combate caracterizada por tatamis vermelhos com a largura de 1m. O restante da área (3m) corresponde a área de proteção (jogai).
O tempo de luta varia conforme a categoria de idade, podendo ser de 3 minutos a 5 minutos de luta.
A arbitragem é composta por um árbitro central e 2 laterais que permanecem sentados, fora da área de combate.
A pontuação possui critério subjetivo do árbitro central. Os laterais podem ou não interferir nessa decisão. A forma utilizada pelos laterais para mostrar suas opiniões é a partir de gestos oficiais, caso sua opinião seja diferente da do árbitro central.
A pontuação é realizada da seguinte maneira:

Ippon: golpe perfeito. É obtido quando competidor projeta o adversário de costas no chão, com considerável força e velocidade. Esse golpe leva ao final da luta. Outra forma de se obter o Ippon é imobilizando o adversário pelo tempo de 25 segundos. As técnicas de chave e estrangulamento também levam ao final da luta com a pontuação de Ippon.

Wazari: golpe quase perfeito, obtido com a queda do adversário, porém sem a técnica perfeita, com pouca força e velocidade, carecendo de elementos necessários para o ippon. A obtenção de 2 Wazaris levam a pontuação de um Ippon. Outra forma de se obter um Wazari é imobilizando o adversário por 20 segundos.

Yuko: é obtido quando o adversário sofre uma queda de lado, carecendo parcialmente em dois dos elementos necessários para o ippon, que são força, velocidade e “amplamente de costas” (FPJ, 1998).Outra forma de pontuá-lo é imobilizando o adversário pelo tempo de 15 segundos. A obtenção de inúmeros Yukos não levam a pontuação de um Wazari.

Koka: é obtido com a projeção do adversário sentado. A imobilização por 10 segundos também leva a sua marcação. Da mesma forma que o Yuko, a marcação de vários Kokas não levam a equilavência a outras pontuações.

Faltas ou atos proibidos são penalizados com o Shido. A marcação de um Shido leva o oponente a ganhar um Koka. Se o atleta voltar a realizar alguma falta, será novamente advertido por um Shido, que leva o adversário a ganhar um Yuko, e assim sucessivamente com o Wazari, podendo levar o oponente a vitória com a desclassificação do lutador, o Hansoku make.



Judô
O Judô no Brasil
O Judô no Brasil, por volta de 1908 com a imigração japonesa, teve o professor Mitsuo Maeda como figura de destaque, oferecendo seus serviços à Academia Militar aplicando seus ensinamentos para os integrantes do Exército Nacional.
A seguir, centenas de professores chegaram ao Brasil, firmando assim a implantação dessa arte.


A Confederação Brasileira de Judô foi fundada em 1969. Possui atualmente 25 federações estaduais filiadas, tendo um número aproximado de 200.000 praticantes.

O Judô brasileiro tem participado de Olimpíadas desde 1972, em Munique, quando o judoca Chiaki Ishii conquistou a medalha de bronze.

Em Los Angeles, 1984, foram 3 medalhas: uma de prata de Douglas Vieira, e duas de bronze de Luiz Onmura e Walter Carmona.

A primeira medalha de ouro olímpico foi conseguida nas Olimpíadas de Seul, 1988, pelo judoca Aurélio Miguel. Mais uma medalha de ouro foi obtida por Rogério Sampaio em Barcelona, 1992.


Aurélio Miguel voltou ao pódio em Atlanta, 1996, onde foram conquistadas 2 medalhas de bronze, junto com Henrique Guimarães.

Sidney, 2000, foi a vez de Carlos Honorato e Tiago Camilo conquistarem a medalha de prata.

Em Atenas, 2004, foram 2 medalhas de bronze conquistadas por Leandro Guilheiro e Flavio Canto (Shinohara, 2000).


Judô
Técnicas
As técnicas do Judô podem ser divididas em 3 grandes grupos (Calleja, 2002)
Nague waza são técnicas que jogam ou projetam o adversário.

1 - Tachi waza:
Koshi waza – golpes de quadril
Ashi waza – golpes de perna
Te waza – golpes de braço

2 - Sutemi waza:
Mastemi waza – golpes de sacrifício frontal
Yoko sutemi waza – golpes de sacrifício lateral

Katame waza são técnicas de controle ou domínio.
Ossae waza – técnicas de imobilização
Shime waza – técnicas de estrangulamento
Kansetsu waza – técnicas de chave, podendo ser utilizadas somente em membro superior

Ate waza são técnicas de socos e chutes, que são utilizadas somente no Kata.
Uti waza
Tsuki waza
Ke waza

Kappo são técnicas descritas por Jigoro Kano para ressuscitação, caso o oponente perca a consciência.

Existem ainda as Kaeshi waza que são técnicas de contra-golpe e as Renraku renka waza que são seqüências de golpes que podem ser realizadas com golpes no mesmo sentido (Renzoku waza) e golpes em sentidos opostos (Renraku waza).


Judô

As lesões no Judô, por se tratar de um esporte de contato físico, são mais freqüentemente traumáticas, relacionadas a quedas ou imprevistos durante a luta, por isso seus praticantes devem sempre treinar ou competir com muita concentração, a fim de não perder a atenção para que não seja surpreendido, evitando assim um maior número de lesões.


As principais lesões acontecem com atletas principiantes, ou atletas de alto nível que tentam impedir uma queda.

Atualmente algumas regras foram alteradas durante as competições a fim de diminuir o risco de lesões. Alguns golpes são proibidos de ser aplicado durante a competição levando o atleta que as utiliza a desclassificação como, por exemplo, o soto-maki-komi, responsável por uma alta incidência de luxação acrômio-clavicular, uma vez que o adversário pode sofrer um trauma direto com o solo.



Golpes em que são realizadas projeções do adversário acima da cabeça devem podem levar a um trauma direto da cabeça, que pode gerar graves lesões cervicais como o Ippon-seoi-nage realizado com os 2 joelhos no solo.

Segundo Fu, 1998, as lesões no Judô, no Japão são rankeadas após ski, beisebol, karate-do, atletas de campo, e skate na frequência de atletas lesionados nos hospitais. Isto é similar a experiência americana, que posiciona o judô muito abaixo de esportes de contato como futebol, rugbi, hóquei e similar a luta livre.

O tipo de lesões reportadas no Judô e sua frequência são entorses (56,5%), luxações (21,7%), fraturas (19,2%) e outras (3%). As regiões corporais mais frequentemente reportadas como lesionadas em ordem de incidência são joelho, tornozelo, ombro, cotovelo, coluna lombar, punho, cervical, dedos do pé e dedos da mão.

Ao comparar lutas com exercícios livres, as lesões no judô ocorrem com maior frequência durante lutas competitivas. As técnicas de defesa no judô usualmente causam mais lesões que as técnicas de ataque.

Kujala, 1995, realizou um trabalho para determinar o perfil das lesões agudas em 6 esportes na Finlândia. Encontrou que no Judô, 38,6 % das lesões eram em membro inferior, 37,6% em de membro superior e 23,8% outros locais. Quanto ao tipo de lesão, entorses e distensões apresentavam-se em 59,8%, principalmente em joelho (15,3%) e tornozelo (6,5%).

Carazzato, 1996, caracteriza o Judô como um esporte em que o fator força tem extrema importância, com inegável sobrecarga do sistema músculo-esquelético. Estudo só com judocas homens encontrou preponderância de lesões em atletas competidores nacionais e internacionais, o que caracteriza a conseqüência dos esforços maiores para alcançar melhores resultados. Atletas que permanecem por mais tempo em competição e que, consequentemente, atingem idades mais elevadas em atividade, apresentam maior número de lesões, o que acompanha a ocorrência comum aos demais esportes de competição pela deteriorização gradativa do aparelho locomotor, própria da atividade física intensa e sobremaneira ambiciosa.

Existe proporção direta entre a média do número de lesões/atleta e categoria por peso. Assim, os judocas mais pesados se apresentam mais suscetíveis a lesões. Equivalência quanto a distribuição nos membros inferiores (34,49%), membros superiores (37,29%) e segmentos axial e cefálico somados (29,22%).

Quanto às regiões anatômicas das lesões, predominância de determinadas localizações, sendo o ombro a articulação mais lesada, seguida sucessivamente pelo joelho (63,59%), mão (62,02%), pé (53,49%), tornozelo (49,62%), lesões auriculares (46,51%) e cotovelo (41,87%), que caracterizam os componentes corpóreos mais utilizados e consequentemente mais comprometidos na prática do judô.

O Judô é apontado como fator de risco para a contusão de quadríceps por Bracker, 2001 por se tratar de um esporte de contato.

Segundo Dr. Eduardo Fontel, as lesões mais comuns em competições realizadas pela FJERJ são em primeiro lugar as escoriações localizadas principalmente em região de face, seguido pelas lesões musculares acometendo normalmente grandes grupos musculares. As entorses mais comuns acontecem em região de mão, em dedos principalmente. As luxações mais freqüentes são em articulação acrômio-clavicular, seguida pelas interfalangeanas. Fraturas são pouco freqüentes e quando ocorrem são principalmente em: falanges, metatarso, metacarpo, tíbia, fíbula, rádio, ulna, clavícula e costelas.

Judô
Sugestão de protocolo

As lesões mais comuns que ocorrem durante a prática do Judô são luxação acrômio-clavicular, lesão muscular e entorse de dedos da mão.

O tratamento no momento da lesão é semelhante em todos os casos: aplicação de gelo local, imobilização da área afetada, seguida da procura de em serviço médico, onde possa ser realizada uma avaliação mais minuciosa do quadro em que o paciente se encontra, podendo assim traçar condutas para cada caso.

A utilização do gelo é recomendável na presença de dor ou edema, independente do grau da lesão ou da fase de reabilitação em que o paciente se encontra.

Luxação Acrômio-clavicular

A luxação acrômio-clavicular apresenta diferentes tipos de tratamento dependendo de sua gravidade. O Rx é o exame mais indicado para o conhecimento anatômico da articulação, após a lesão. O uso de tipóia é recomendável a fim de manter o membro lesado em repouso.

Lesões menos graves onde ocorrem entorse dos ligamentos acrômio-claviculares (A-C) ou lesão de cápsula e dos ligamentos A-C com sub-luxação da articulação menor que 50% (tipo I e II), o tratamento é conservador utilizando o repouso por 1 a 2 semana no tipo I e 4 a 6 semanas no tipo II. A manutenção da força muscular adjacente a lesão é importante a fim de agilizar o processo de retorno ao esporte.

Lesões em que ocorram perda total do contato entre clavícula e acrômio (tipo III), no tratamento conservador é feito repouso e órtese por 4 semana e retorno ao esporte após 3 meses. Em alguns casos o tratamento cirúrgico é o mais recomendável.

Lesões mais graves em que ocorram luxação posterior com lesão dos ligamentos A-C e córaco-claviculares (C-C), luxação com elevação de 100% a 300% da clavícula com destacamento completo do deltóide e trapézio da clavícula ou luxação inferior (tipos IV, V e VI), a indicação é de tratamento cirúrgico (Cohen, 2003).

A fisioterapia tem como principal objetivo nesse tipo de lesão a diminuição da queixa de dor, utilizando gelo ou eletroanalgesia, além de acelerar o processo de cicatrização com o auxílio de aparelhos de calor superficial e profundo. A manutenção da força muscular em regiões adjacentes á lesão também deve ser realizada.

Lesão Muscular

O tratamento das lesões musculares depende da gravidade, da extensão da lesão e da sua localização.

Quanto ao tipo de lesão, podemos classificá-las em:

Grau I - o estiramento muscular apresenta dor localizada em um ponto específico, edema pode ou não estar presente e pequena hemorragia. Corresponde a danos estruturais mínimos.

Grau II – maior intensidade dos achados no grau I. Existe uma maior quantidade de fibras lesionadas.

Grau III – ruptura completa do músculo levando a sua perda de função, apresenta um defeito (gap) palpável e a hemorragia e edema são intensos.

As lesões musculares são freqüentes no Judô por se tratar de um esporte de contato em que é necessário o uso de grande força por parte de seus praticantes, levando a sobrecarga muscular ou por trauma direto. Regiões constantemente afetadas por traumas diretos são quadríceps da coxa e intercostais, e regiões normalmente lesionadas por trauma indireto são posterior de coxa e paravertebrais.

O tratamento é predominantemente clínico. Em uma fase inicial (1ª semana) devemos realizar o controle de sintomas como dor e edema com meios físicos como gelo e TENS. O uso do Ultra-som é recomendável no modo pulsado.

Na 2ª e 3ª semanas podemos utilizar US continuo a fim de auxiliar no processo de cicatrização. O ganho de flexibilidade deve ser realizado conforma a tolerância do paciente quanto a dor. O ganho de força muscular deve ser crescente, iniciando com exercícios isométricos, também levando em consideração a dor do paciente.

A 4ª e 5ª semanas devem ser utilizadas para aumento do ganho de força e flexibilidade, além dos treinos sensoriomotores a fim de realizar o retorno gradativo do paciente ao esporte (Cohen, 2003).

Entorse de dedos
A mão deve ser considerada como um instrumento de trabalho para os praticantes do Judô, por isso, todos os cuidados devem ser realizados em casos de lesão nessa estrutura.

Com a ocorrência de lesão, deve-se realizar a imobilização da região afetada e realizar a procura de um serviço médico especializado a fim de realizar testes e exames específicos para definir a gravidade e localizar as estruturas lesadas.

Algumas lesões ligamentares podem ter indicação cirúrgica dependendo da queixa referida pelo paciente podendo ser instabilidade, dor ou perda de força.

Quando definido o tratamento conservador podemos utilizar o gelo em imersão, US em imersão de água e mobilizações com movimentos passivos e acessórios visando a manutenção da ADM. O tempo médio de cicatrização de lesões ligamentares é de 3 a 4 semanas.
Animação retirada do site: www.athens2004.com
Figura Maki-komi: www.judosport.net/index.htm


LINKS
Confederação Brasileira de Judô - www.cbj.com.br
Federação Internacional de Judô - www.ijf.org
Federação Paulista de Judô - www.fpj.com.br
Kodokan Judô Institute - www.kodokan.org
Oxford Judô – fotos dos golpes - http://users.ox.ac.uk/~judo/syllabuslist.htm

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