Minha foto
Araraquara, São Paulo, Brazil
Graduado em Fisioterapia com Pós Graduação pela Universidade da Cidade de São Paulo em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva \o/\o/ESPECIALIZAÇÃO EM SGA E REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL (RPG)***ESPECIALIZAÇÃO EM QUIROPRAXIA*** Coordenador do Grupo de Estudos em Postura de Araraquara- GEP***Membro da ACA- American Chiropractic Association***Membro da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Podoposturologia.***Membro da ABRAP Associação Brasileira de Pilates. Ministra Cursos em Diferentes Institutos de Formação em Saúde do Brasil ***Formação em SGA (SOUCHARD), RPG/RSM, PILATES, KINESIO TAPE,TREINAMENTO E REABILITAÇÃO FUNCIONAL, HIDROTERAPIA ,HIDROPILATES, REABILITAÇÃO VIRTUAL, QUIROPRAXIA, OSTEOPATIA, DRY NEEDLING, MOBILIZAÇÃO NEURAL. CONSULTAS PELO TELEFONE 16 3324-8339

REGRAS DO SITE

OS ARTIGOS CONTIDOS NESTE SITE TEM APENAS O INTUITO DE INFORMAR , POR ISSO NÃO FAZEMOS DIAGNÓSTICOS OU TRATAMENTO PELO SITE E EM HIPOTESE ALGUMA QUEREMOS SUBSTITUIR UMA CONSULTA PARA MAIS DETALHES ENTRE EM CONTATO E MARQUE UMA CONSULTA COMIGO (FISIOTERAPEUTA)OU COM SEU MÉDICO DE CONFIANÇA.

ME RESERVO O DIREITO DE RESPONDER APENAS COMENTÁRIOS COM IDENTIFICAÇÃO E E-MAIL E QUE SEJA PERTINENTE AO CONTEUDO DO SITE( NÃO FAÇO DIAGNÓSTICO OU TRATAMENTO PELA INTERNET).

AS PERGUNTAS SEM E-MAIL EM ANEXO NÃO SERÃO RESPONDIDAS.

AS RESPOSTAS NORMALMENTE NÃO SÃO PUBLICADAS POIS RESPEITAMOS A INDIVIDUALIADE DOS PACIENTES ,CADA CASO É ÚNICO.

Visualizações

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Exames de Imagem para Dores Lombares - realizar ou não?

Realizar ou não os exames de imagem? Será que realizar um exame de imagem (ex: Ressonância Magnética, Tomografia) quando alguém tem dor lombar é realmente importante? Ou seja, sua coluna ou travou, ou você sente dores a algum tempo, ou se esforçou recentemente e passou a doer, ou alguma outra origem similar, você precisa realizar um exame de imagem para saber o que tem? Uma vez que, através do exame clínico tenham sido descartadas condições de ameaça à vida ou doenças sistêmicas (como câncer, doenças em órgãos internos e outras) a utilização da imagem não parece necessária. “Mas como isso?”, alguém pode perguntar. “Como realizar o tratamento sem saber se tenho uma hérnia ou protrusão do disco, ou alguma outra coisa nas costas?” Pois bem, fato é que parece não haver a necessidade disso. MODIC et al (2005) e ASH ET al (2008) observaram, em indivíduos com dor lombar aguda ou radiculopatia, que o conhecimento dos resultados da Ressonância não altera o resultado do tratamento conservador e faz com que os indivíduos tenham uma sensação de bem estar inferior. CHOU ET al (2009) numa revisão sistemática, concluem que a realização de exames de imagem para dores lombares em pessoas sem condições graves não interfere com a melhoria dos sintomas, e que nesses indivíduos deve-se evitar sua requisição rotineira ou imediata nas situações de dor aguda ou subaguda. ANDERSEN (2011) realizaram uma revisão da literatura sobre a relação entre exames de imagem e o tratamento subseqüente, concluindo que além de não promover melhorias no tratamento subsequente, a não realização do exame de imagem não prejudica a identificação de condições ou patologias mais sérias além de proteger o paciente contra a radiação (radiografias ou tomografias computadorizadas) e trazer economia de custos. Ou seja, a não realização do exame não apenas não é necessária, como não é recomendada. http://www.optimafisioterapia.com.br/artigos/9-blog/103-exame-de-imagem-para-dores-lombares-realizar-ou-nao

quarta-feira, 12 de março de 2014

A deformidade de HAGLUND

Por Cris Bittencourt Também conhecida como SINDROME DE HAGLUND, consiste em um alargamento ósseo na parte posterior do calcanhar, resultando na irritação do tecido mole localizado próximo ao tendão do Calcaneo, quando este alargamento entra em atrito com os calçados. Consequentemente, pode ocorrer a inflamação da bursa (bursite), que é uma pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações, atuando como um amortecedor entre os ossos. Esta deformidade é mais comumente observada em MULHERES jovens, devido ao uso de sapatos altos e apertados; todavia, também pode acometer homens. O uso constante de calçados duros leva ao agravamento da sintomatologia. Esta afecção pode ser bilateral e as manifestações clínicas iniciam-se com um ponto sensível, endurecido e ligeiramente avermelhado na região posterior do calcanhar. Quando a mesma aumenta de tamanho, a bursa inflamada mostra-se como uma proeminência avermelhada sob a pele do calcanhar, levando à dor no local. Quando o distúrbio torna-se crônico, pode ocorrer o endurecimento do inchaço. O diagnóstico deve ser feito por um profissional habilitado para tal (médico ou fisioterapeuta), por meio do exame clínico, juntamente com exames radiológicos do pé. O tratamento pode ser de dois tipos: não cirúrgico ou cirúrgico. @SimplesAssim#. (2 fotos)

domingo, 2 de março de 2014

Reabilitação da Coluna Lombar

Reabilitação da Coluna Lombar . A reabilitação consiste em orientações posturais e realização de atividades cotidianas. As orientações posturais são formas corretas de realizar atividades e são importantes para todas as pessoas, principalmente para as que sentem dor nas costas. Se realizadas corretamente podem ser importantes formas de prevenção. - Trabalhando sentado: verificar se há recurso de ajuste de cadeira (encosto, base, altura). A mesa deve ficar na altura do cotovelo, não devendo ser muito baixa a ponto de curvar o corpo nem muito alta para que não levante muito os ombros. Não sente torto, procure se alinhar com o eixo da cadeira. Disponha os materiais que for utilizar na sua frente; evite torcer (rodar) o tronco ou virar muito o pescoço. Traga as tarefas para perto do corpo. Procure respeitar rigorosamente uma pausa (intervalo) a cada hora de trabalho, de preferência fazendo alguns alongamentos e relaxamentos da região mais tensa. Encoste bem na cadeira e leve-a junto da mesa para trabalhar. - Deitar e levantar-se da cama: deite de lado, apoie sobre o cotovelo e a mão, coloque as pernas para fora da cama e sente-se. - Dormir: de lado ou de barriga para cima. Não durma de bruços. - Abrir gavetas: ao se inclinar procure apoiar com uma das mãos no móvel e puxar com a outra. - Ao trabalhar na pia ou no tanque: use um avental para poder encostar a barriga. Além disso, procure colocar uma pequena caixa no chão para que possa apoiar um dos pés sobre ela. - Ao varrer ou passar rodo não incline o corpo para frente; aumente o comprimento do cabo. - Evite torções do tronco ou do pescoço: apanhar objetos atrás do corpo, segurar o telefone com os ombros. - Para levantar cargas pesadas do chão, separe as pernas, dobre os joelhos, segure o objeto o mais perto possível do corpo e depois levante. Antes de pegar um objeto pesado, respire fundo e prenda a respiração. - Divida o peso em ambos os lados do corpo, isto é, carregue um peso de cada lado do corpo (sacolas, malas). Os braços devem estar esticados e bem perto do corpo. - Para carregar uma criança pequena no colo, pegue-a com os dois braços, abrindo as perninhas e colocando-a sempre a cavalo. - Não carregue peso na cabeça. - Ao calçar sapatos, procure sentar ou ajoelhar ao invés de fletir o tronco. - Procure usar sapato com 1-2 cm de salto mas não exagere pois isto ocasiona dificuldades de posicionamento e dores lombares. Evite também sapatos pontudos. - Ao entrar e sair de veículos não torça as costas. Gire o quadril e as pernas para fora ao mesmo tempo. - Quando ficar em pé ou caminhar, procure ficar ereto e olhando para a linha do horizonte. Ande com a musculatura abdominal contraída. - Se tiver que esperar em pé, procure se encostar em algum lugar: parede, poste etc. - Fora do trabalho, em casa, evite fazer tarefas que apresentem o mesmo padrão de movimento daqueles feitos no trabalho. É importante fazer repouso: deite e levante as pernas dobradas e colocando almofadas embaixo delas. - Faça exercícios de aquecimento ou com movimentos contrários daqueles que realiza no trabalho como importante forma de prevenção. - Dedique um tempo durante a semana para a prática de exercícios físicos para não se tornar um sedentário. O melhor tipo é dentro da água: natação ou hidroginástica, mas procure orientação médica sobre qual atividade praticar. Dê preferência a alguma que goste.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SAIBA COMO SE PROTEGER DE UMA LESÃO NO JOELHO

SAIBA COMO SE PROTEGER DE UMA LESÃO NO JOELHO www.ojoelho.com.br Não são somente os atletas que temem uma lesão no joelho, se você pratica exercícios físicos, como tênis, futebol ou basquetebol, também deve ficar atento para não exagerar na malhação e sofrer uma lesão nesta articulação. Dependendo da gravidade e da área do joelho acometida, o praticante de atividade física pode ficar impedido de entrar em campo, correr ou competir. A lesão no joelho mais temida é o rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA). O LCA está localizado internamente no joelho, entre os ossos da perna e da coxa, e seu mecanismo de lesão pode ser por desaceleração muito brusca, uma mudança repentina de direção, uma aterrissagem com o joelho e o quadril em valgo (desalinhamento) ou um simples trauma direto. Sexo frágil Alguns estudos revelam que as mulheres, quando estão treinando ou participando de jogos, têm uma chance 4 a 8 vezes maior de sofrerem uma ruptura de LCA do que os homens. Essa maior predisposição é atribuída a um conjunto de alterações anatômicas do joelho, fraqueza muscular dos membros inferiores e hormonais, características próprias do sexo feminino. Se você sentiu um estalo no joelho no momento da lesão, sinais clínicos de dor, inchaço ou edema, vermelhidão, aumento de temperatura e episódios de falseio podem ser sinais de ruptura do LCA. E não fique pensando que é só uma “dorzinha” ou um mal jeito no joelho provocado pela atividade física. Se não for logo diagnosticado, você corre o risco de ter novos episódios de falseio e aumentar o desgaste das estruturas articulares como cartilagem e meniscos. O tratamento pode ser cirúrgico, sendo realizado através da reconstrução ligamentar utilizando os tendões de outros músculos para substituir o ligamento rompido. Após a cirurgia, os pacientes necessitarão de um programa de fisioterapia por 4 a 6 meses para voltar às suas atividades anteriores à lesão. Vale a pena lembrar que muitos pacientes não tem lesões completas do LCA e podem se beneficiar de um protocolo não-cirúrgico para estes problema, também através de fisioterapia. A idéia final é sempre dar vida longa aos joelhos! Livre-se desse problema Para evitar lesões no joelho você pode contar com ajuda da fisioterapia e tomar alguns cuidados na hora de praticar esportes. A fisioterapia pode ser vista como uma aliada na recuperação dos pacientes com este tipo de lesão, submetido ou não à cirurgias. Para que o tratamento seja um sucesso é importante seguir algumas medidas, veja quais são: Faça uso de compressas de gelo As compressas devem ser realizadas na parte da frente do joelho, a chamada face anterior, por 30 minutos, quatro vezes por dia é o recomendado. Evite fazer movimentos bruscos Nessa fase de repouso, não faça qualquer movimento que force muito o joelho. Se a dor persistir consulte o seu fisioterapeuta ou médico. Fonte: Prof. Dr. Thiago Fukuda, fisioterapeuta da Santa Casa de São Paulo, especialista no grupo joelho, quadril e esporte

LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: CUIDADOS COM O PÓS-OPERATÓRIO DO JOELHO

LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: CUIDADOS COM O PÓS-OPERATÓRIO DO JOELHO Por Dr. Thiago Fukuda em 4 de dezembro de 2013 em Artigos | 992 Views | Leave a response Uma das lesões que mais acomete o joelho é a do ligamento cruzado que pode ser anterior (LCA) ou posterior (LCP), já que ele é responsável por evitar movimentos de rotação e hiperextensão do joelho. A lesão do LCA acontece geralmente em atletas de futebol, basquete e voleibol. Esse tipo de modalidade esportiva exige muito da rotação e dependendo do movimento, se o pé estiver apoiado no chão, uma rotação excessiva sobre o joelho pode levar à ruptura deste ligamento. As principais vítimas são aqueles que jogam somente no final de semana, pois a sua musculatura é fraca e durante o jogo pode sobrecarregar o ligamento e assim romper. No momento em que há a ruptura, o atleta pode até ouvir um estalido. A dor é geralmente intensa e obriga a pessoa a interromper a atividade que estava praticando. Normalmente existe dificuldade de apoiar o pé no chão e a pessoa precisa de auxílio para caminhar. Tratamento da lesão Na maioria das vezes, uma lesão completa do ligamento cruzado anterior requer tratamento com cirurgia, mas dependendo da gravidade a lesão (por exemplo, uma ruptura parcial) pode ser tratada com os recursos da fisioterapia. Caso seja feito uma cirurgia é importante manter os cuidados com o pós-operatório que envolvem o uso inicial de muletas axilares, recursos para diminuição do inchaço (edema) e exercícios para ganho de força muscular e mobilidade articular. Cada paciente deve ter um tratamento personalizado, de acordo com suas necessidades. O sucesso da recuperação vai depender do fisioterapeuta e da colaboração do paciente em comparecer em todas as sessões de fisioterapia. Protocolo da Santa Casa de São Paulo O protocolo pode variar de 5 a 6 meses pós-operatório. As sessões de fisioterapia devem ser diárias ou semanais para que o paciente consiga recuperar seus movimentos após cada sessão. O protocolo de reabilitação por meio da fisioterapia em pacientes que realizaram a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior trabalha para que ele consiga recuperar a capacidade de realizar as tarefas diárias, como andar sem auxílio de muletas, subir escadas, dirigir, o mais breve possível. Fonte - Prof. Dr. Thiago Fukuda, fisioterapeuta da Santa Casa de São Paulo, especialista no grupo joelho, quadril e esporte

LESÕES NO JOELHO: SAIBA COMO TRATAR A LESÃO SEM CIRURGIA

LESÕES NO JOELHO: SAIBA COMO TRATAR A LESÃO SEM CIRURGIA POR DR. THIAGO FUKUDA Uma lesão no joelho nunca é bem-vinda, principalmente para quem é atleta. O joelho é uma das articulações que mais sofre contusões durante atividades físicas esportivas. Isso porque ele suporta uma boa parte do corpo, o que o torna mais vulnerável ao trauma direto (pancadas) ou indireto (entorse), sem contar o excesso de uso ou uso inadequado dos tecidos condrais e tendíneos que são as mais acometidas. Sinais de uma lesão Geralmente, as pessoas só dão conta que estão com o joelho lesionado por causa dos incômodos. A limitação dos movimentos, dor na interlinha medial ou lateral do joelho estão entre os sintomas. As mulheres que jogam futebol, vôlei, ou qualquer outro esporte de risco têm mais chances de sofrer lesões especificamente no ligamento cruzado anterior. Isso acontece devido aos fatores biomecânicos e anatômicos. Quem não trata a lesão no joelho pode apresentar movimentos limitados, o que pode prejudicar e até inferir no futuro do atleta, já que ele corre o risco de não conseguir competir novamente. Uma das alternativas para tratar uma lesão é a fisioterapia, algumas técnicas cientificamente comprovadas são aplicadas em pacientes diagnosticados com artrose, tendinites, tendinopatias, condromalácea patelar, lesões de menisco, entre outros. A fisioterapia encabeça o tratamento na maioria dos casos de lesões no joelho. Uma das vantagens de tratar uma lesão de joelho com as técnicas desenvolvidas pelo profissional fisioterapeuta é que não há necessidade do paciente passar por uma cirurgia. E aos poucos, ele pode ir recuperando o seus movimentos, força e equilíbrio. O tratamento é baseado em manobras que aliviam a dor, fortalecimento muscular, melhora do equilíbrio e propriocepção, proporcionando melhor condição muscular. Entre as técnicas, podemos destacar: eletrotermofototerapia, terapia manual e estabilização segmentar e fortalecimento, equilíbrio e correção biomecânica. A eletrotermofototerapia consiste em recursos como laser de baixa intensidade e terapia combinada, com a intenção de aliviar a dor e diminuir a inflamação no joelho. Já a terapia manual é feita com a pressão isquêmica e mobilização articular para melhorar o movimento e amenizar os espasmos musculares protetores. Além disso, o fisioterapeuta passa uma série de exercícios para o paciente que envolve o fortalecimento dos músculos específicos de estabilização. Por fim, são feitos exercícios para controlar a postura e o movimento com glúteo máximo, médio, piriforme, gêmeos e obturadores. Portanto, se você sofreu uma lesão e teme passar por cirurgias, fique tranquilo. Procure um fisioterapeuta para fazer uma avaliação e iniciar logo um tratamento. Fonte – Prof. Dr. Thiago Fukuda, fisioterapeuta da Santa Casa de São Paulo, especialista no grupo joelho, quadril e esporte.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Qual melhor colchão para sua coluna? Descubra aqui.

Qual melhor colchão para sua coluna? Descubra aqui. Qual o melhor colchão para a coluna? Saiba como escolher o colchão adequado para cada tipo de patologia. Escolher errado um colchão pode causar indisposição, cansaço e até dores de cabeça. Algumas informações podem fazer toda a diferença entre uma noite bem dormida e um amanhecer com dores no corpo e a sensação de sequer ter fechado os olhos. Qual tipo escolher? Primeiramente é necessário escolher o tipo de colchão. Os mais comuns são os de mola e espuma. Os colchões de mola têm sua estrutura internada formada por molas de aço interligadas ou ensacadas. As molas interligadas transmitem o movimento de uma à todas, enquanto as ensacadas repercutem em menor intensidade a movimentação. Colchões de molas possibilitam alto conforto, resistência e durabilidade para pessoas até 150 kg. Os colchões de espuma, por sua vez, possuem várias densidades, cada uma delas sendo indicada para uma determinada faixa de peso. Isso possibilita uma maior adequação do colchão à estrutura corpórea do usuário, aumentando o conforto e a durabilidade. Colchão mole ou duro? O colchão ideal deve ser firme, nem duro demais, nem mole demais; de tal forma que a coluna se molde corretamente, sustentando de maneira equilibrada o peso do corpo, proporcionando, assim, descanso para todas as estruturas. A maneira correta de dormir É importante deitar de lado ou de barriga para cima. Evite deitar-se de bruços, nesta posição a coluna fica sem apoio e torna-se dolorosa. Ao deitar-se de barriga para cima, use travesseiros em baixo das pernas de tal maneira que deixe a coluna lombar bem apoiada. De lado, use um travesseiro entre as pernas flexionadas. Colchão para determinadas patologias Independentemente de possuir alguma patologia, a escolha do colchão deve seguir as orientações recomendadas. Porém, no caso de doenças da coluna, como a hérnia de disco, o recomendado é o uso de colchões ortopédicos, que são mais firmes e proporcionam maior sustentação ao corpo sem prejudicar o conforto. Atentando-se, também, para o travesseiro, que deve preencher o espaço que sobra entre o pescoço e o ombro, de modo que a coluna fique em linha reta quando a pessoa se deita de lado. Pacientes portadores de fibromialgia e outras doenças reumáticas, podem se beneficiar com colchões semiortopédicos, que também apresentam boa sustentação, mas com menor rigidez. Dicas ao comprar o colchão • Para escolher um colchão, peça ao vendedor que lhe informe o tipo de colchão e/ou travesseiro levando em consideração seu peso e altura; • O tempo de vida de um colchão pode variar de 1 a 10 anos dependendo dos materiais e acabamento utilizados; • A densidade deve ser de acordo com o peso e a altura da pessoa. Lembrando que, quando se escolhe um colchão para casal, deve-se levar em consideração o peso e altura do cônjuge maior; • Quanto a firmeza, seu colchão não deve ser muito duro, nem muito macio. Nos colchões muito macios a coluna fica “torcida”, já os muito duros não se ajustam ao contorno do corpo. Veja mais informações nesse infográfico retirado do site G1: melhor-colcha-coluna

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mão biônica pode sentir objetos e ‘conversar’ com o cérebro em tempo real

Mão biônica pode sentir objetos e ‘conversar’ com o cérebro em tempo real FOTO: Mão biônica desenvolvida pelo projeto. Crédito: Lifehand2/Patrizia Tocci Herton Escobar O Estado de S. Paulo Imagine uma mão biônica, feita de plástico, com sensores conectados diretamente ao seu sistema nervoso, capaz não só de abrir e fechar os dedos, mas de sentir realisticamente o formato e a consistência de objetos; e transmitir essas informações para o seu cérebro em tempo real, da mesma forma que uma mão biológica de verdade. É o que inventaram pesquisadores europeus, segundo um trabalho publicado na edição desta semana de revista Science Translational Medicine. Em mais um avanço importante no desenvolvimento de tecnologias de interface cérebro-máquina (ICM) voltadas para a reabilitação de pessoas lesionadas, eles criaram uma prótese manual capaz de “conversar” com o sistema nervoso e restaurar a sensação de tato a um amputado que perdeu a mão num acidente com fogos de artifício dez anos atrás. Seu nome: Dennis Aabo Sorensen. Equipada com sensores nas pontas dos dedos e conectada ao sistema nervoso do paciente por meio de eletrodos implantados cirurgicamente em dois nervos preservados do antebraço (o ulnar e o mediano), a mão biônica é capaz de trocar informações táteis e motoras com o cérebro em tempo real, num sistema bidirecional. Os sinais eletrônicos captados pelos sensores nos dedos são “traduzidos” (codificados) por um computador externo e retransmitidos para o sistema nervoso na forma de impulsos elétricos que o cérebro consegue entender como informações táteis – por exemplo, sobre o formato, tamanho e a consistência do objeto que está sendo tocado. O cérebro, então, envia os comandos necessários de volta para o nervos do braço – por exemplo, ordenando à mão que “aperte mais” ou “aperte menos” um determinado objeto para segurá-lo mais adequadamente. (Imagine, por exemplo, a diferença entre segurar um copo de plástico descartável e um copo de vidro.) Esses impulsos nervosos que voltam do cérebro são captados por eletrodos na pele que registram a atividade elétrica dos músculos do coto (a parte remanescente do braço), decodificados pelo computador e retransmitidos para a mão biônica na forma de comandos eletrônicos que a prótese entende como comandos motores. Tudo isso, claro, ocorre “instantaneamente”, numa fração de segundo. Assim, Sorensen pôde ajustar a força e os movimentos dos dedos da mão biônica em tempo real, de acordo com as características de cada objeto – que ele conseguiu sentir como se os estivesse tocando com uma mão de verdade. Em vários testes realizados ao longo de quatro semanas num hospital de Roma, ele foi capaz de distinguir entre vários objetos de formato e consistência diferentes, e ajustar a força da mão e o posicionamento dos dedos da maneira mais adequada ao manuseio de cada um. Ele conseguiu sentir, por exemplo, a diferença entre uma laranja e uma bola de baseball; e entre um cilindro de madeira e uma pilha de copos plásticos descartáveis. Tudo puramente pelo tato “artificial” proporcionado pela mão biônica (os olhos de Sorensen ficavam vendados e seus ouvidos, bloqueados por fones, para garantir que as informações sensoriais dos objetos recebidas por seu cérebro eram exclusivamente táteis, e não visuais ou auditivas). Assista a um vídeo dos experimentos: http://youtu.be/QtPs8d4JbwY O estudo foi coordenado por pesquisadores do Instituto BioRobotics, na Itália, e da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça. Impressão. A pesquisadora brasileira Claudia Vargas, coordenadora do Núcleo de Pesquisas em Neurociências e Reabilitação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), considerou o estudo “sensacional”. “Do ponto de vista conceitual, o fato de que informações sensoriais são importantes para o controle de movimento é algo sabido. Implementar isso na forma de uma tecnologia robótica capaz de traduzir essas informações sensoriais em movimentos controlados neurologicamente em tempo real, porém, é algo sem precedentes”, disse ela ao Estado. “O ganho funcional que o paciente pode ter com uma prótese dessas é enorme.” As pesquisas com neuropróteses vem avançando rapidamente nos últimos anos, e já há modelos sofisticados no mercado que permitem a amputados controlar os movimentos de pernas, braços e mãos sintéticas por meio de sensores neuromusculares. Porém, de forma muito mais limitada do que a proposta neste novo trabalho. O grande diferencial é justamente essa capacidade da prótese de “sentir” os objetos e transmitir essas informações táteis para o cérebro da pessoa. “A prótese passa a ser um instrumento sensorial, não apenas motor”, explica Claudia, que pesquisa a plasticidade do sistema nervoso associada a amputações e lesões neuronais. Nas próteses atuais, o amputado ajusta a força da mão com base em informações visuais — por exemplo, se ele nota visualmente que está apertando um objeto forte demais. Apesar dos resultados promissores da nova prótese, os pesquisadores ressaltam que trata-se de uma tecnologia ainda totalmente experimental, testada em apenas uma pessoa até agora, e que ainda há um longo caminho de testes e experimentos a ser percorrido até que se possa pensar em colocá-la no mercado. Os desafios biológicos, tecnológicos e de engenharia ainda são significativos. Todo o hardware de computadores utilizado no estudo, por exemplo, precisará ser miniaturizado para que a mão biônica tenha alguma utilidade prática para o usuário comum. FOTO: O amputado Dennis Sorensen testa movimentos da mão biônica, enquanto pesquisadores assistem aos sinais registrados pelo computador numa tela. Crédito: Lifehand2/Patrizia Tocci INFOGRÁFICO de Rubens Paiva/Estadão

Exercícios aeróbios e condicionamento aeróbio... nem pra isso?

Exercícios aeróbios e condicionamento aeróbio... nem pra isso? Nos dias atuais, tempo é algo muito valioso para a maioria das pessoas, inclusive, o principal motivo alegado para não praticar atividades físicas é a falta dele. Em vista disso, se torna necessário buscar estratégias que possam trazer bons resultados e demandar pouco tempo! E nesse aspecto o exercício aeróbio de baixa intensidade e longa duração tem se tornado uma opção cada vez mais falida. Já há comprovações que ele não seja eficiente para o emagrecimento e tampouco para melhorar a performance ou o condicionamento aeróbio! Um exemplo do papel limitado do aeróbio tradicional é um estudo desse mês realizado por pesquisadores japoneses e publicado no Medicine and Science in Sports and Exercise. No estudo de oito semanas, os participantes foram divididos em três grupos: 1) 7 tiros de 30" a 120% da VO2máx com 15" de recuperação passiva; 2) 3 tiros de 3' a 85-90% VO2máx com k2' de recuperação ativa e 3) 40' a 60-65% do VO2máx. Todos tinham dois minutos de aquecimento e três de volta à calma, totalizando tempos de 10, 18 e 45 minutos, respectivamente. De acordo com os resultados, a perda de gordura só foi significativa para o segundo grupo, mas todos tiveram perdas relativamente pequenas (não houve controle nutricional). Agora, o mais interessante foram as melhoras no consumo máximo de oxigênio, na qual o treinamento contínuo promoveu os piores resultados! E, ainda mais interessante, esse grupo só obteve melhoras nas primeiras quatro semanas de treino, depois disso, não houve mais progresso significativo!! Ou seja, gasta-se muito tempo e consegue-se pouco resultado!! A aplicação desse tipo de atividade está mais sustentada no senso comum, com reprodução de uma doutrina implantada pelo grupo de Cooper há diversas décadas, no entanto, está ficando cada vez mais claro que, se for para ter resultados em termos de composição corporal e melhoras na capacidade física, o aeróbio contínuo de intensidade baixa a moderada não é uma boa opção. Agora, isso não significa que preferências ou paixões davam ser ignoradas, a menos que haja uma contra-indicação. É como eu digo: se o aeróbio te faz feliz, seja feliz! (Por: Prof.Dr. Paulo Gentil.) Matsuo T, Saotome K, Seino S, Shimojo N, Matsushita A, Iemitsu M, Ohshima H, Tanaka K, Mukai C. Effects of a low-volume aerobic-type interval exercise on VO2max and cardiac mass. Med Sci Sports Exerc. 2014 Jan;46(1):42-50.

Doenças crônicas nasceram do descompasso entre vida moderna e nossa evolução

Doenças crônicas nasceram do descompasso entre vida moderna e nossa evolução REINALDO JOSÉ LOPES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 05/01/2014 01h51 O bioantropólogo Dan Lieberman, da Universidade Harvard, resolve concluir a entrevista sobre seu novo livro, "The Story of the Human Body" ("A História do Corpo Humano"), com uma espécie de grito de guerra: "A medicina precisa da teoria da evolução!", brada ele. De fato, o slogan é um excelente resumo da obra, cujo subtítulo, não por acaso, é "Evolução, Saúde e Doença". Editoria de Arte/Folhapress Para o cientista, a principal razão pela qual os Homo sapiens de hoje, em especial os moradores de países ricos, sofrem cada vez mais de doenças relativamente fáceis de prevenir –obesidade, problemas cardiovasculares, diabetes e certos tipos de câncer, entre outras mazelas– é o fato de muitos médicos ignorarem a evolução humana. Um exemplo simples: muita gente sabe que nossos ancestrais pré-históricos, assim como nossos "primos" de hoje, os chimpanzés, tinham uma dieta obtida a partir da caça e da coleta, com grande quantidade de frutas. A questão, porém, é que a mais açucarada dessas frutas silvestres era tão doce quanto uma cenoura, o que mostra como é absurda a quantidade de açúcar disponível na mesa dos humanos de hoje. Sem essa perspectiva, argumenta Lieberman, a medicina preventiva vira algo impossível. "Como você pode tratar uma doença de fato sem entender suas causas? Afinal, tratar os sintomas de uma doença deveria ser apenas a segunda opção, caso você não consiga tratar as causas", diz ele. Detalhes como esse povoam as páginas do livro, que começa com cara de curso básico sobre a evolução da nossa espécie (dos pré-australopitecos, há 6 milhões de anos, à invenção da agricultura, meros dez milênios atrás), mas logo engrena para mostrar os elos entre as raízes da nossa anatomia e fisiologia e os problemas de saúde do mundo moderno. O bioantropólogo de Harvard mostra, por exemplo, que os níveis atuais de atividade física no mundo desenvolvido são uma completa aberração perto do padrão dos caçadores-coletores (que percorrem uma média de dez quilômetros por dia, quase sempre carregando comida, ferramentas e crianças). Não por acaso, uma de suas ideias mais ousadas é a de que a anatomia humana foi forjada para correr por longas distâncias em velocidade moderada. Uma das "armas secretas" dessa vocação humana para a vida de fundista seriam os músculos das nádegas, os mais volumosos do corpo, cuja especialidade é estabilizar a passada e impedir que o tronco penda para a frente durante a corrida. (Caso você esteja se perguntando, chimpanzés têm um bumbum que, perto do nosso, é diminuto.) Lieberman diz que há evidências de que muitos dos problemas ortopédicos crônicos do homem moderno têm a ver não só com o sedentarismo como também com o excesso de conforto –calçados confortáveis demais ou colchões macios agravariam o problema, já que a musculatura não se desenvolve como deveria para aguentar impactos de longo prazo. Uma das soluções propostas por ele: acostumar-se a correr descalço. SORRISO ESBURACADO Um fenômeno parecido – a abundância de comida molenga, excessivamente processada, pobre em fibras e rica em açúcar– estaria por trás da atual epidemia de aparelhos ortodônticos e cáries (caçadores-coletores, mesmo os mais idosos, raramente têm dentes cariados). Levando em conta a propensão humana quase universal para devorar o máximo de comida calórica possível, Lieberman diz que é preciso admitir que apenas campanhas educacionais não vão resolver a atual epidemia de obesidade e doenças relacionados –o desejo natural de se empanturrar é simplesmente forte demais, afirma o bioantropólogo. "O fato é que a maioria de nós precisa de ajuda para agir a favor de seus próprios interesses, e precisamos de ajuda para evitar que outros nos seduzam ou enganem", diz. "Então é claro que precisamos de regulamentação governamental nessa área. Acho que o tabaco é um bom modelo. Antes que o governo dos EUA agisse nessa área, 50% dos americanos fumavam. Com regulação, esse número caiu para 20%." The Story Of The Human Body AUTOR Daniel Lieberman EDITORA Penguin