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Araraquara, São Paulo, Brazil
Graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista. Pós Graduação em Fisioterapia Ortopédica e Desportiva pela Universidade da Cidade de São Paulo. Coordenador do Grupo de Estudos em Postura de Araraquara. –GEP Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Traumato-Ortopédica- ABRAFITO Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Manipulativa- ABRAFIM Membro da Associação Brasileira de Pesquisa em Podoposturologia –ABPQ PODO Formação em RPG, SGA, Pilates, Podoposturologia (Palmilhas para correção de postura), Quiropraxia, Osteopatia Clínica, Treinamento e Reabilitação Funcional, Kinesyo Tape , Wii Reabilitação; Acupuntura Dry Needling.,Mobilização Neurodinâmica Formação no Método Glide de Terapia Manual. Atualização nas Disfunções de Ombro, Quadril , Joelho e Coluna. CONSULTAS PELO TELEFONE 16 3472-2592

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dor lombar persistente até mesmo às cirurgias pode ser tratada com procedimentos neuroamentativos

Dor lombar persistente até mesmo às cirurgias pode ser tratada com procedimentos neuroamentativos A dor lombar é a segunda que mais acomete o ser humano e por este motivo recebe atenção de diversas frentes de tratamento, de métodos clínicos a cirúrgicos, que conseguem curar ou atenuar grande parte das ocorrências. No entanto, como explica Dr. Claudio Fernandes Corrêa, mestre e doutor em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), há situações em que a dor persiste mesmo após a realização da cirurgia. Os casos mais comuns se concentram na Síndrome Pós-laminectomia. Segundo Dr. Claudio, embora tenha múltiplas origens, a causa mais frequente da Síndrome está relacionada a casos cirúrgicos para a hérnia de disco. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela representa cerca de 40% das cirurgias que não obtiveram sucesso na eliminação ou alívio da dor. E, apesar de ainda ser em menores índices em relação às outras moléstias, o problema merece atenção, pois influencia a qualidade de vida de cerca de 40 a 80% dos portadores de lombalgia. Dentre os tratamentos auxiliares a adotar em pacientes com a Síndrome Pós-laminectomia estão dois procedimentos neuroaumentativos: a neuroestimulação medular espinhal e o implante de bomba de infusão de drogas analgésicas. Os procedimentos: A neuroestimulação medular espinhal se dá pelo implante de fios flexíveis e finos com condutores elétricos - os eletrodos –, sendo a posição determinada de acordo com a localização da dor de cada paciente. Sob a pele e ao nível da coluna, os fios sãos ligados a um gerador posicionado também abaixo da pele, na região inferior a clavícula ou no abdômen, o qual permite programar a corrente elétrica às regiões medulares, promovendo a inibição da dor, e melhor qualidade de vida. O procedimento do implante de bombas de infusão de drogas se dá pela inserção de um cateter (tubo fino e flexível) na coluna vertebral, conectado a um reservatório (bomba de analgésico), localizado abaixo da pele do abdômen. Esses dispositivos implantáveis enviam medicação contra a dor diretamente ao fluido ao redor da coluna (liquor), fornecendo alívio do quadro doloroso. O procedimento é simples e a liberação do analgésico ocorre continuamente, conforme programação feita pelo médico. A vantagem dos dois procedimentos é que não lesam estruturas e são reversíveis. “Ambos oferecem resultados positivos, variando os percentuais de acordo com o perfil da doença e do paciente, mas sempre com ganho de qualidade de vida”, explica o médico. Fonte para entrevista: Dr. Claudio Fernandes Corrêa Com mais de 30 anos de atuação profissional, Dr. Claudio Fernandes Corrêa é graduado em medicina pela Faculdade Federal do Triângulo Mineiro e possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina. Especializou-se no tratamento da dor aliado a neurocirurgia funcional – do qual se tornou uma das principais referências no Brasil e também no Exterior. Além de membro das principais sociedades relacionadas à neurocirurgia e ao estudo da dor, ainda preside o Instituto SIMBIDOR – que realiza o Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor – um dos eventos de maior expressão do setor do Brasil e do Mundo. É também o idealizador e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, serviço que reúne especialistas de diversas especialidades para o tratamento multidisciplinar e integrado aos seus pacientes. Dr. Claudio na web Site: www.claudiocorrea.com.br Youtube: http://www.youtube.com.br/drclaudiocorrea Facebook: https://www.facebook.com/dr.claudiofernandescorrea Twitter: www.twitter.com/drclaudiocorrea

PAPEL DO TRONCO E DOS MEMBROS INFERIORES NA ETIOPATOGÊNESE DAS LESÕES DE MEMBROS SUPERIORES EM TENISTAS

PAPEL DO TRONCO E DOS MEMBROS INFERIORES NA ETIOPATOGÊNESE DAS LESÕES DE MEMBROS SUPERIORES EM TENISTAS Por muitos anos tem sido difundido a importância da transmissão de forças dos membros inferiores e tronco para os gestos de arremesso. Acredita-se que sujeitos que realizam gestos esportivos de arremesso com predomínio do uso dos músculos do membro superior possuem maior risco de desenvolverem lesões tendíneas e articulares nesse segmento. Recentemente, Martin et al (2014) (LINK) compararam a cinética e a performance do saque de jogadores de tênis profissionais saudáveis com jogadores que apresentavam lesões dos membros superiores. Foi verificado que os atletas saudáveis geravam maior velocidade da bola e apresentavam maior transferência de energia dos membros inferiores e tronco para o membro superior. Tais resultados sugerem ser fundamental a avaliação biomecânica de toda a cadeia cinética em tenistas com lesões por sobrecarga nos membros superiores http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25167995

Escoliose dói?!?!?

Escoliose dói?!?!? Comum na boca do povo, a dor na escoliose parece uma entidade. Quase todas as pessoas que tem escoliose (independente do tipo, raça, opção sexual HÁ) associam essa deformidade a dor. Não só a escoliose, mas também trazem a dor como principal problema quando existe aumento ou diminuição de curvas da coluna como lordose ou cifose. Você pergunta: tudo bem? O que te trouxe aqui? Ai responde: eu tenho lordose e dói. Ai você, com muita calma e paz no coração responde: graças a deus que a lordose está lá Este estudo foi realizado no Japão e encontrou que adolescentes com escoliose idiopática tem mais dor nas costas do que aqueles sem escoliose http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3030705/ Enfim, será que ter escoliose é doloroso? Se pensarmos nas consequências ao corpo, em diversos sistemas, dependendo de quanto isso é incapacitante, pode ser que seja doloroso. Não sou expert em escoliose e quando aparece um paciente para tratar sua escoliose, eu...! Acho que os pais quando descobrem que o filho(a) tem escoliose, isso cria um novo bibelô de cristal, onde eles farão de tudo para "resolver" o problema e evitar que sofra com dor. Quando o adulto descobre que tem escoliose, parece que recebeu uma notícia grave. Isso sim dói, isso sim dispara no sistema nervoso central um alerta vermelho, não a escoliose. Pouco se tem sobre escoliose e dor no PUBMED. As justificativas sempre são pela deformidade, fraqueza muscular, compressão e bla bla bla. Mas, lembre-se que várias pessoas com escoliose tem essas alterações e não tem dor. Então fala logo: Escoliose dói? O fato de saber que tem escoliose pode "ser doloroso" para alguns. Não estamos falando da estrutura do corpo, mas do entendimento sobre o que é o problema. Sentimos dor porque nosso cérebro quis produzir dor pois entendeu que existe risco a integridade do sistema. Basta saber quem fez isso: você mesmo ou alguém te falou. FONTE: https://www.facebook.com/artur.padaogosling

Lesão: quando usar gelo ou água quente?

Lesão: quando usar gelo ou água quente? A dúvida que ronda o uso de gelo ou de água quente é latente entre os corredores. Saiba o que mais indicado para cada situação A dúvida que ronda o uso de gelo ou de água quente é latente entre os corredores Foto: Shutterstock Depois de um treino intenso ou de uma pisada incorreta, as incômodas dores começam a aparecer. São muitas as indicações da melhor atitude a ser tomada para evitar problemas que o afastem dos treinos de corrida de rua. Mas é preciso acertar no tratamento para que você possa continuar investindo nas passadas, normalmente. Mas o que é melhor, gelo ou água quente? Na realidade, não é possível estabelecer uma regra definitiva, já que a biologia e a fisiopatologia dos machucados se manifestam com sintomas que devem ser avaliados caso a caso. No entanto, alguns indícios mostram os caminhos a seguir em cada caso, já que você deve usar esses tratamentos em momentos diferentes. Por isso, fizemos um guia simples para quando você precisar recorrer a uma das duas terapias. Calor Se você está sentindo incômodo em alguma região do seu corpo por um tempo prolongado, a aplicação de calor antes de correr ou fazer outro tipo de exercício pode ajudar a soltar o músculo e relaxar a área dolorida. Você pode apostar em uma bolsa de água quente ou até mesmo em uma toalha embebida em água aquecida. Mas não adianta usar a estratégia muito tempo antes de treinar. O mais indicado é que você aplique o calor entre 5 e 10 minutos antes de correr. Depois de um tempo lesionado, o calor também pode ser uma forma de aliviar os sintomas do machucado. Mas antes de usar a técnica, é preciso que um médico avalie a evolução da sua lesão, já que os ferimentos podem exigir calcificação, cicatrização ou até mesmo cirurgia. Mas você pode seguir a seguinte lógica: estruturas pouco vasculares (como os tendões) devem recorrer ao calor, para que a fase inflamatória seja menor. Coloque a bolsa de água quente na região por cerca de 20 minutos. Mas não deixe que a água fique muito quente para não queimar a sua pele. A temperatura morna já traz os efeitos benéficos. Frio O uso do gelo como proposta terapêutica para o alívio da dor é conhecido como crioterapia. Apesar de ele ser considerado um anti-inflamatório natural, o gelo nem sempre diminui a resposta inflamatória, como se acredita, mas reduz os sintomas e os sinais da inflamação como dor, inchaço, vermelhidão e diminuição da função do membro ou da articulação lesionado. A indicação de uso é, principalmente, na fase inicial do tratamento, para que haja o controle da dor e do edema. As formas de aplicação são variadas: bolsas com gelo, bolsas de gel congelado, imersão em água gelada, massagem com gelo, além de sprays com efeito frio. Todas elas, utilizadas em ciclos de 15 a 20 minutos. A temperatura média deve estar entre 10ºC e 15ºC, respeitando a sua tolerância ao frio. (Fonte: Maurício Garcia, coordenador do setor de fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte e fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp

ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO: QUAIS EFEITOS RESIDUAIS PODEMOS ESPERAR APÓS ESSE PROCEDIMENTO?

ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO: QUAIS EFEITOS RESIDUAIS PODEMOS ESPERAR APÓS ESSE PROCEDIMENTO? Trabalhos recentes demonstraram que sujeitos com Osteoartrite de Joelho (OAJ) apresentam redução da força abdutora do quadril. Recentemente, Bennell et al (2010) verificaram que sujeitos com OAJ submetidos a uma intervenção focada no fortalecimento dos músculos do quadril (FIGURA II) apresentaram redução da dor e aumento da capacidade funcional (LINK I). Dessa forma, tais resultados apontam a importância dos músculos do quadril nesse grupo de pacientes. Sabemos que a Artroplastia Total de Joelho (ATJ) é a melhor opção de tratamento para pacientes com OAJ avançada. Tal conduta tem como objetivos principais a redução da dor e melhora da capacidade funcional. Porém, diversos estudos observaram redução da capacidade funcional dos pacientes mesmo após 6 meses da cirurgia. Recentemente, Alnahdi et al (2014) (LINK II) verificaram que os sujeitos com menor força dos músculos ABDUTORES DO QUADRIL E EXTENSORES DO JOELHO após a ATJ apresentam maior incapacidade funcional. Sendo assim, torna-se fundamental a avaliação continuada da força desses grupos musculares após a ATJ até a restauração da função dos mesmos! http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20175973 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24652473

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O Joelho e suas doenças

O que é o joelho? O joelho é uma articulação formada pelas extremidades ósseas da coxa (fêmur), da perna (tíbia e fíbula), e a patela (rótula). Os ligamentos, tendões, meniscos e músculos são elementos que também participam na estrutura do joelho. Qual é a função das estruturas do joelho? As superfícies ósseas são cobertas por cartilagem (substância semelhante a uma gelatina endurecida) e ajudam no amortecimento. O amortecimento é auxiliado pelos meniscos, que também têm a função de proporcionar uma melhor estabilidade ao joelho. Os meniscos possuem uma consistência semelhante à cartilagem e se situam acima da cartilagem da perna ao nível do joelho. Temos dois meniscos, o medial (do lado de dentro do joelho) e o lateral (do lado de fora do joelho). Os ligamentos cruzados (anterior e posterior) e os ligamentos colaterais (medial e lateral) são estruturas semelhantes a cordões fibrosos que conectam o osso da coxa aos da perna, proporcionando estabilidade (firmeza) ao joelho. Para dar movimento ao joelho existem vários músculos. Em especial, o músculo quadríceps (músculo anterior da coxa) se conecta a patela através do tendão quadricipital e a patela, por sua vez, se conecta a perna por meio do ligamento patelar para estender a perna. O que é a osteoartrite (artrose) do joelho? A osteoartrite é um desgaste da cartilagem que expõe o osso. A dor ao movimentar o joelho é causada principalmente pelo atrito no osso exposto (sem cobertura de cartilagem). Este desgaste pode ser causado naturalmente ao longo dos anos ou por outras causas, como a artrite reumatóide e a gota. Traumas podem afetar a estrutura do joelho e levar a um desgaste precoce desta articulação. É possível o tratamento conservador (sem cirurgia) da artrose do joelho? O tratamento conservador do joelho deve ser individualizado para cada paciente, e envolve o uso de: - Analgésicos e anti-inflamatórios, - Medicações que retardam a piora do desgaste e tiram a dor [condroprotetores (sulfato de glicosamina e a diacereína), e a infiltração (viscossuplementação - ácido hialurônico)], - Diminuição do peso ( se houver obesidade ou sobrepeso), - Uso de andador ou bengala, - Uso de palmilhas, - Fisioterapia, - Acupuntura. Devo fortalecer os meus joelhos com artrose, ou devo parar com a minha atividade física? Deve-se estimular o fortalecimento dos joelhos com artrose levando-se em consideração os limites de cada indivíduo, além de realizar alongamentos para a musculatura, que normalmente se encontra enrijecida e encurtada. Devo usar a bolsa quente ou a gelada na artrose do joelho? Os melhores estudos mostram que os dois são benéficos, porém os pacientes que usam a bolsa gelada têm uma tendência a necessitar de menos analgésicos. A bolsa gelada além de ter efeito analgésico, diminui a instalação do processo inflamatório. A bolsa quente também possui efeito analgésico, promove a drenagem do processo inflamatório e relaxa a musculatura que normalmente está enrijecida. Como é o tratamento cirúrgico da artrose total do joelho? No insucesso do tratamento sem cirurgia e quando a dor se torna de difícil controle atrapalhando a qualidade de vida do indivíduo, indica-se a prótese (artroplastia) total do joelho. Nesta cirurgia, retira-se a parte óssea exposta com cartilagem desgastada. Em seguida, os ossos expostos são cobertos por uma nova capa metálica (de formato semelhante ao joelho original). Entre as superfícies metálicas é posicionado um componente feito a partir de um plástico especial. Este procedimento tira o atrito existente entre os ossos expostos proporcionando efeito analgésico. O paciente reinicia os movimentos no mesmo dia da cirurgia e começa a andar no segundo dia com o auxílio de um andador. Como é o tratamento cirúrgico da artrose parcial do joelho em um paciente com idade mais avançada? Em casos de pacientes com idade mais avançada, com desgaste localizado e sem grande desalinhamento no joelho, pode-se optar por cirurgias mais localizadas e de menor porte, através da prótese unicompartimental do joelho (patelofemoral ou tibiofemoral). Como é o tratamento cirúrgico da artrose parcial de um joelho desalinhado em um paciente com idade mais jovem? O desalinhamento dos joelhos [joelhos para dentro (genu valgo) ou joelhos para fora (genu varo)] pode provocar a sobrecarga localizada em uma área com maior contato no joelho, assim como no pneu de carro desalinhado que desgasta mais na parte com maior contato. No caso de pacientes mais jovens e/ou ativos deve-se realizar o alinhamento do joelho através da osteotomia. Tal alinhamento é mantido com uma placa e parafusos que podem ser retirados após a consolidação do corte ósseo. O que há de novo para melhorar a precisão na cirurgia do joelho? Para ajudar na precisão do alinhamento da prótese e osteotomia é possível utilizar a navegação computadorizada. Pessoas com idade avançada não devem realizar cirurgia para artrose do joelho? Com os avanços da medicina, a expectativa de vida da população aumenta. E apesar das doenças osteoarticulares não levarem ao óbito, elas provocam dor incapacitante, afastando o indivíduo do seu convívio social e podem até causar depressão e ansiedade. A maior necessidade da cirurgia devido ao desgaste do joelho é exatamente nesta faixa etária. Devemos, portanto, proporcionar uma cirurgia o mais segura possível através de uma avaliação pré-operatória incluindo exames de sangue, exame cardiológico e controle de outras doenças pré-existentes. Existe cirurgia sem risco? O que fazer para proporcionar uma cirurgia mais segura? Infelizmente não existe cirurgia sem risco, porém o cirurgião consciente, cuidadoso e atualizado conhece os riscos e os meios possíveis de minimizá-los através de uma avaliação pré-operatória. Os cuidados no pós-operatório envolvem antibióticos (para evitar a infecção) e medidas de prevenção da trombose (quando necessárias). O que fazer para evitar a trombose venosa profunda após uma cirurgia para artrose do joelho? Pacientes submetidos à prótese total do joelho devem realizar a prevenção da trombose (sangue coagulado nos vasos sanguíneos) através da marcha e movimentação precoce, uso de meias elásticas, uso de medicamentos para evitar a trombose, e o uso de um dispositivo pneumático de compressão intermitente. O que é a osteocondrite? A osteocondrite dissecante é uma doença caracterizada pelo destacamento da cartilagem e osso, podendo este fragmento se desprender dentro do joelho. Esta lesão pode ocorrer com ou sem trauma e frequentemente acomete pacientes mais jovens. Se não houver desprendimento do fragmento, o tratamento conservador é indicado, diferentemente da situação de fragmento destacado. Como podem ser tratadas as lesões iniciais e localizadas da cartilagem após trauma? Nestas lesões pode se realizar a mosaicoplastia, ice-picking, transplante osteocondral e o transplante autólogo de condrócitos para proporcionar uma nova cartilagem o mais semelhante possível à cartilagem original. O que é a condromalácia patelar? Condromalácia é a lesão da cartilagem da patela, frequentemente causada por sobrecarga, mau alinhamento ou alterações da forma do joelho (síndrome femoropatelar) e por trauma. Alguns casos podem ser idiopáticos (causa desconhecida). Inicialmente o tratamento é conservador, mas pode ser necessário tratamento cirúrgico, pois alguns casos podem evoluir para o desgaste acentuado da cartilagem ou com luxações (a patela se desloca da sua posição normal). No futuro, quais são os possíveis tratamentos da lesão de cartilagem? Os estudos mais promissores estão focados nas células-tronco, terapia gênica, fatores de crescimento e na nanotecnologia, entre outros. Novas tecnologias surgem todo ano, portanto, não deixe de consultar seu ortopedista O que é a osteonecrose? Osteonecrose é a necrose óssea, que pode levar ao colapso da superfície do joelho. Esta doença tem início súbito com dor intensa, sem trauma evidente. A causa pode ser idiopática (desconhecida) ou por doenças como lúpus eritematoso sistêmico, alcoolismo, doença de gaucher, hemogloginopatias e o uso de corticóides. Dependendo das características da lesão, o joelho pode ser beneficiado pelo tratamento cirúrgico. O que é a artroscopia? Artroscopia é um método que possibilita o tratamento através de uma mini-câmera e instrumentais cirúrgicos inseridos no joelho através de dois pequenos cortes com menos de 1 cm. Estes instrumentos possuem grande alcance e permitem realizar várias operações para os ligamentos, cartilagem, menisco e sinóvia. Estes pequenos cortes artroscópicos minimizam a dor pós-cirúrgica, facilitam o retorno para as atividades e diminuem o risco de infecção. Como é o tratamento conservador da lesão do ligamento cruzado anterior do joelho? É possível tentar o tratamento conservador através do constante fortalecimento da musculatura do joelho, porém frequentemente isso é insuficiente para reestabelecer a estabilidade ao joelho de forma satisfatória para a prática de esportes e atividades físicas, principalmente para mudar a direção do movimento. Novos episódios de falseios no joelho podem lesar outras estruturas do joelho (por exemplo, outros ligamentos, meniscos e cartilagem), reforçando a indicação da reconstrução do ligamento em indivíduos ativos. Como é o tratamento cirúrgico da lesão do ligamento cruzado anterior do joelho? Para reconstruir o ligamento por artroscopia, normalmente utiliza-se parte do ligamento patelar, ou os tendões flexores dos músculos semitendíneo e grácil como enxerto. O retorno ao trabalho costuma ocorrer na primeira ou segunda semana, enquanto que o retorno para o esporte competitivo entre o 6o e o 9º mês. Como é o tratamento da lesão de menisco? A lesão de menisco degenerativa (por envelhecimento ou sobrecarga) normalmente é tratada com medidas não-cirúrgicas, enquanto que as lesões decorrentes de trauma são tratadas com cirurgia. Na lesão traumática, uma parte do menisco pode se destacar e interpor dentro do joelho, provocando dor e travamento. Novos traumas no menisco lesado podem aumentar o traço de lesão tornando o menisco irrecuperável. Dependendo das características da lesão, através da artroscopia, faz-se uma sutura (ponto ou "costura"), meniscectomia parcial (retirada somente da parte danificada e irrecuperável), e até mesmo o transplante meniscal. Normalmente, o retorno ao trabalho ocorre dentro da primeira semana após a cirurgia. Como é realizado o tratamento das tendinites e bursites do joelho? As tendinites (inflamação do tendão) mais comuns são a patelar, quadricipital, da pata de ganso e do trato iliotibial. Inicialmente o tratamento é feito com fisioterapia, analgésicos e anti-inflamatórios. Alguns casos podem necessitar de palmilhas, alterações do gesto esportivo e planejamento esportivo. A terapia por onda de choques e o plasma rico em plaquetas (fator de crescimento plaquetário) são medidas terapêuticas não invasivas com resultados promissores e devem ser indicados com cautela, pois necessitam de uma comprovação científica mais contundente. Eventualmente, alguns casos necessitam de tratamento cirúrgico para o alívio das dores. O que é o plasma rico em plaquetas (PRP, fator de crescimento plaquetário), e quais são seus possíveis benefícios? O PRP é obtido através do preparo do sangue do próprio paciente, a fim de conseguir uma alta concentração de fatores de crescimento para melhorar a cicatrização muscular e tendinosa e para diminuir a dor e sangramento pós-operatório. Esta técnica é utilizada há muitos anos na Europa. O que é o Cisto de Baker? Qualquer desarranjo interno pode provocar uma inflamação com aumento do líquido interno distendendo a articulação formando o Cisto de Baker (análogo a uma bexiga). Portanto, o tratamento deve ser direcionado à causa do desarranjo interno. O que é a plica sinovial? A plica sinovial é uma estrutura remanescente do desenvolvimento que se assemelha a uma membrana espessada que causa dor ao se interpor no joelho. Quando ela causa a dor no joelho, deve ser retirada por artroscopia. O que é Joelho O que é Joelho O que é Osgood-Schlatter? Esta doença é caracterizada por dor e inchaço no local da inserção óssea do ligamento patelar do joelho. É mais frequente em meninos com faixa etária dos 8 aos 12 anos. Uma das teorias é de que a doença é causada por uma diminuição temporária da irrigação sanguínea. Costuma evoluir muito bem com o tratamento conservador, mas eventualmente pode ser necessária a intervenção cirúrgica. Como são tratadas as fraturas do joelho? Dependendo das características, as fraturas dos ossos do joelho (fêmur, tíbia e patela) podem ser tratadas com ou sem cirurgia para aproximar e fixar os fragmentos ósseos. Atualmente, existem placas e parafusos que permitem cortes mínimos e alta resistência da fixação, mesmo para ossos com osteoporose. É importante lembrar que em algumas fraturas pode ocorrer a lesão simultânea de ligamentos, cartilagem e meniscos. Não se deve esperar para procurar o atendimento médico, principalmente nos casos de fratura exposta (quando há comunicação entre a fratura e a pele e ocorre a contaminação por microorganismos) e síndrome compartimental (inchaço das partes moles que prejudica a circulação sanguínea e causa dor intensa)

QUANDO DEVEMOS INTERVIR?ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES SOB A ÓTICA DA REABILITAÇÃO NEURO-OCLUSAL.

QUANDO DEVEMOS INTERVIR?ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES SOB A ÓTICA DA REABILITAÇÃO NEURO-OCLUSAL. RAFAEL FERREIRA* *CURSO EXTENSIVO EM ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES (SOBRACOM). *ESPECIALISTA EM ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES CFO. RESUMO Este artigo procura mostrar o quanto é essencial o tratamento precoce, demonstrando com estudos sobre crescimento facial e porcentagem de maloclusão em idades precoces. ABSTRACT The aim of this article is to show the need of the early treatment, through a review of researches about cranial-facial growth. UNITERMOS Crescimento facial -Reabilitação Neuroclusal – Tratamento Precoce – Maloclusão. KEYWORDS Craniofacial Growth– Neuro-oclusion Rehabilitation – Early Treatment - Malocclusion. INTRODUÇÃO Qual o momento correto para intervirmos, para que possamos ter como resultado o equilíbrio de nossos pacientes? Mas se já estivermos perante a uma alteração? Prevenir sem dúvida nenhuma é a forma mais sublime de intervenção, antever o problema e poder planejar é o ideal em qualquer tratamento, não só em Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM), mas como em todas as áreas científicas. Os avanços da área biológica nestes últimos anos, vão em direção a decodificação dos genes, com o intuito de descobrir patologias antes mesmo do nascimento. O motivo desta revisão bibliográfica é mostrar que devemos sempre prevenir, se não for possível, intervir o mais precocemente possível. DESENVOLVIMENTO “Reabilitação neuro-oclusal (RNO): É a parte da medicina estomatológica que estuda a etiologia e a gênese das alterações funcionais e morfológicos do sistema estomatognático. Tem como objetivo investigar as causas que as produzem, eliminá-las sempre que possível, reabilitar e reverter essas lesões o mais precocemente possível e, se for preciso, desde o nascimento. As terapêuticas não deverão prejudicar de forma alguma os tecidos remanescentes do sistema. A partir destas definições se depreende que tais terapêuticas serão aplicadas desde o nascimento até a velhice (PLANAS1, 1997). Planas dentro da RNO sempre buscou o tratamento o mais precoce possível, porque entendia que quanto maior fosse o tempo de instalação de uma oclusopatia, grandes seriam as dificuldades de tratá-la. Prevenir é influir no desenvolvimento, sempre que possível observá-lo, antecipando a ação à presença da oclusopatia em si (SIMÕES2, 2003). De acordo com SIMÕES3 (1998), a prevenção das oclusopatias, se enquadram em diferentes níveis: Nível nobre: não há a presença de uma maloclusão, apenas uma possível alteração funcional. Nível inferior: · Primário: já existe a oclusopatia, mas o tratamento não depende de aparelhos. · Secundário: é necessário o uso de aparelhos, para a correção da oclusopatia. De acordo com SANTOS4 (1996) os reflexos sincronizados das funções de respiração, mastigação, e deglutição, maturados a partir da amamentação natural, deveriam ocorrer durante os sucessivos períodos da dentição, sem problemas físicos (falta de espaço, má posição dentária, perda óssea por trauma, etc.), funcionais (nas articulações ou músculos) ou crescimento correto. A RNO em relação a prevenção está fundamentada na manutenção dos reflexos corretos, propiciando uma melhora nas funções orais, principalmente para a correta distribuição da arquitetura dos ciclos mastigatórios. O tratamento em RNO se baseia no manejo para alcançar tais condições. (SIMÕES5, 1998). As mordidas cruzadas são oclusopatias muito fáceis de serem tratadas se forem diagnosticas precocemente, usando tratamentos preventivos simples evitando terapêuticas mais complexas que podem incluir tratamentos cirúrgicos (PLANAS6, 1997). Em relação ao tratamento de mordida aberta anterior CAPELLI e BUENO7 (2001), salientam que o correto diagnóstico e terapêutica precoce, são importantes para o desenvolvimento dentofacial. Conforme MOCELLIN8 (1997), o ideal seria corrigir a patologia básica respiratória nos primeiros anos de vida prevenindo assim as deformidades. O tratamento de maloclusão e a necessidade da remoção de contatos prematuros que prejudicam a correta oclusão devem ser feitos o mais precoce possível (BALTERS9, 1989). Ainda segundo o autor, essas influências (contatos prematuros) são travas ou bloqueios para o correto desenvolvimento da criança. De acordo com SANTOS10 (1991) a mordida aberta anterior requer intervenção imediata, quanto mais cedo for feito o correto diagnóstico e tratamento, mais rápidos e estáveis serão os resultados. Conforme YAMADA11 (1997) as atuais descobertas apoiam a hipótese de que a obstrução nasal existente antes e durante o crescimento puberal pode resultar em deformidades craniofaciais permanentes pertinentes à mordida aberta esquelética. Dr. Mariano Rocabado, conhecido e respeitado fisioterapeuta chileno, afirma que 80%, isto é, 4 entre 5 pacientes com dores oro-crânio-cervicais apresentam alteração da curvatura fisiológica, ou seja alteração da lordose cervical. Algumas crianças nunca chegaram a apresentar esta curvatura fisiológica. É o caso do Respirador Bucal. De acordo com LANGLADE12 (1998) no momento que o clínico observar uma mordida cruzada unilateral ou bilateral, deverá fazer o correto diagnóstico, procurando a solução ideal o mais precocemente possível. Ainda de acordo com o autor temos como efeito de uma mordida cruzada unilateral o desenvolvimento de disfunção da ATM com remodelação condilar e como conseqüência uma assimetria facial, em especial em crianças na fase de crescimento. Michel Langlade constatou que a incidência de mordida cruzada é de 51,4% dentro de uma amostra de pacientes ortodônticos. De acordo com GRIBEL13 (1999) tratamento muito precoce, antes dos seis anos de idade pode tirar proveito, tanto da quantidade, como da qualidade de crescimento, devido a plasticidade dos tecidos moles e duros, podendo atuar na prevenção, correção ou atenuação das alterações de forma e função do sistema estomatognático. GRIBEL14 (1999) em entrevista para a revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial destaca que pela sua experiência profissional, a estabilidade das alterações ortopédicas, produzidas por aparelhos ortopédicos funcionais, é muito boa, em especial nas idades precoces. O autor ainda insiste que os tratamentos são mais estáveis quando mais precoce o for, se possível antes dos 6 anos de idade. PETROVIC e STUSTZMANN15 relataram que entre 5 e 7 anos de idade, a quantidade e direção de crescimento, possui uma grande eficiência comparado ao surto de crescimento pré-puberal. Quando falamos em tratamento precoce devemos compreender que todas as medidas transversais já apresentam mais de 80% aos 6 anos de idade. (SNODELL, NANDA, CURRIER16, 1993). GRIBEL17 (1999) demonstrou que 61,7% das dimensões sagitais de um adulto já se apresentam no primeiro ano de vida, e 80% em torno dos 6 anos de vida. Estudos epidemiológicos feitos na Suécia, sobre mordida cruzada unilateral na população infantil em geral, teve como resultado uma ocorrência entre 10 a 17% conforme autores como RASMUSSEM e HELM18b (1975) e KISLING e KREBS19 (1976). Em pesquisa realizada em Bagé (RS) sobre Amamentação materna X Respiração X Maloclusão, SCHINESTSCK20 e equipe, (1986) observaram 200 crianças ente 3 a 6 anos , 69% apresentavam falta de selamento labial, 55% com problemas respiratórios e 74,5% possuíam maloclusão. Em estudo realizado em Porto Alegre sobre prevalência de malocluão na dentição decídua, contatou que num grupo de 567 crianças de 3 a 5 anos, 60% apresentavam alterações como mordida aberta ou sobremordida, sendo 78,66% dos casos apresentavam maloclusão (LÓPEZ, CEZAR, CHISLENI, FARINA, BELTRAME E FERREIRA21, 2001). Estudo realizado em creches da rede pública de ensino das cidades de Aracaju (SE), Bayeux (PB), João Pessoa (PB) e Recife (PE) com 989 crianças entre 2 e 5 anos de idade. Constatou-se que 56,22% portavam alguma oclusopatia, sendo 36,1% com protrusão de incisivos superiores, overbite 16,7% e apinhamento 9,9% e perda precoce de dentes decíduos 2,9% (THOMAS; ELY; LIRA; MORAES; VALENÇA22, 2002). De acordo com SCHINESTSCK23 (1986), o Sistema Estomatognático é interligado, inter-relacionado e não pode ser tratado isoladamente, mas sim, por uma equipe multidisciplinar. A boca pode ser entendida e tratada como uma entidade estabilizadora do mecanismo esquelético, devemos compreender suas reais relações com o todo. Além destas recomendações, devemos estar atentos às alterações respiratórias, que ocorrem durante o sono, e que vão interferir na saúde e bem estar do nosso paciente. O Doutor RICKETTS apud BELLOMO24 destacou 40 motivos para o tratamento precoce, dentre estes podemos citar: - Pode-se produzir uma mudança esquelética no complexo maxilar. Esta alteração ortopédica é possível de forma transversal, horizontal e vertical. - O tratamento precoce pode prevenir a necessidade de um tratamento secundário em pelo menos, 50% da população. - A correção precoce das classes III reduz a necessidade de se realizar cirurgia mandibular em até 90% dos casos. - A intervenção precoce nos oferece a oportunidade de corrigir ou controlar os hábitos prejudiciais. - A rotação dos dentes durante sua erupção praticamente elimina a tendência à recidiva. - A redução precoce das maloclusões severas facilita a fonoarticulação correta. - O tratamento correto pode facilitar o desenvolvimento normal das ATMs. CONCLUSÃO A compreensão do funcionamento do sistema estomatognático, seu desenvolvimento e as relações com as estruturas interdependentes são de extrema importância para o correto diagnóstico e tratamento de nossos pacientes, evitando uma terapêutica tardia, e em alguns casos a necessidade mutilações fórceps dependentes. Para que possamos fazer um correto diagnóstico e tratamento das oclusopatias, é necessário o domínio em diversas áreas como anatomia, fisiologia, histologia, endocrinologia, genética, oclusão, mastigação... A limitação de nosso conhecimento gerará ineficiência terapêutica. O correto diagnóstico e tratamento precoce é imprescindível para o equilíbrio do sistema, quanto maior for o tempo de instalação de uma patologia, maior serão as implicações negativas sobre este sistema. “Uma boca abandonada desde o nascimento com seu subdesenvolvimento ou hiperdesenvolvimento apresentará, aos 6 ou 7 anos, as mesmas endognatias ou falta de desenvolvimento transversal e antero-posterior ou protrusões incisivas , distoclusões ou mesioclusões, sobremordidas ou mordidas abertas, porém muito mais exageradas em todos os sentidos” (PLANAS25, 1997). Não há uma idade correta para que possamos intervir em nossos pacientes. Desde o nascimento devemos orientar a correta amamentação e mastigação, remoção de hábitos nocivos ao sistema, prevenindo oclusopatias, ou mesmo orientar pacientes de terceira idade sobre distúrbio temporomandibular. Sempre quando for necessário devemos intervir ou indicar para profissionais habilitados, podemos prevenir alterações estomatológicas em todas as idades, basta conhecer o sistema e saber tratá-lo. “Em geral, quanto mais cedo for feito o tratamento, maiores as possibilidades de resultados mais estáveis. Tratamentos tardios contam com menos capacidade de adaptação e mais limitações” (SIMÕES26, 2003). BIBLIOGRAFIA 1. PLANAS PEDRO. Reabilitação Neuroclusal. 2ª Ed. São Paulo: Ed. Medsi. 1997. p.13-25. 2. SIMÕES, W. A. Ortopedia funcional dos maxilares através da Reabilitação Neuro-oclusal. 3ª Ed. São Paulo: Artes Médicas. 2003.p.205-287. 3. SIMÕES, WILMA A. Ortopedia funcional de los maxilares, vista através de la Rehabilitación Neuro-Oclusal. Caracas: Isaro. 1989. p.141-228. 4. SANTOS, J. L. B. Como resolver Pequenos problemas Ortodônticos sem o Auxílio do Especialista. Atualização na Clínica Odontológica-XVII Congresso Paulista de Odontologia. Artes Médicas. 1996.p.332-535. 5. SIMÕES, W. Visão do crescimento mandibular e maxilar. J. Bras. Ortodon. Ortop. Facial, n. 3, p.9-18, maio.-jun. 1998. 6. PLANAS PEDRO. Reabilitação Neuroclusal. 2ª Ed. São Paulo: Ed. Medsi. 1997. p.229-263. 7. CAPELLI Jr, BUENO, L.G. O emprego do arco palatino na correção da mordida aberta anterior. Ver Bras Odontol. v. 58, n. 1, p.48-50, jan./fev. 2001. 8. MOCELLIN, L. CIUFFI, C.V. Alteração oclusal em respiradores bucais.J Bras Ortodon Ortop Facial v. 2, n. 7, p. 45-48, jan./fev. 1997. 9. BALTERS, W. ; Guia de la tecnica del bionator. Circulo Argentino de Odontologia, 1989. 10. SANTOS, E.C.A. et al. Hábitos da sucção digital: etiologia, tratamento e apresentação de caso clínico.Rev Paranaense de Ortodontia. v. 12, n. 1-2, p. 21-29, 1991. 11. YAMADA, T. et al. Influências da obstrução nasal respiratória sobre o crescimento craniofacial em macacos jovens Macaca Fuscata. Am j. Orthod Dentofacial Orthop. v. 111, n. 1, p. 38-43. 1997. 12. LANGLADE, M. Otimização terapêutica da incidência transversal das oclusões cruzadas unilaterais posteriores. São Paulo: Santos. 1998.p.1-2 13. GRIBEL, M. Avaliação qualitativa e quantitativa do crescimento craniofacial em crianças de até 6 anos de idade. Rev Dental Press Ortodon Ortoped.v.4, n.4, jul/ago. 1999. 14. GRIBEL, N. G. Entrevista para a revista Dental Press. Rev Dental Press Ortodon Ortoped. v. 4, n. 3, p. 1-5, MAI- JUN. 1999. 15. PETROVIC, A. G. In. Rehabilitación neuro-oclusal. 2ª ed. Barcelona: Ed. Cient. y Técnicas. 1994. p. VII-XI. 16. SNODELL, S. F.; NADA, R. S. ; CURRIER, G. F. Longitudional cefhalometric study of tranverse na vertical craniofacial growth. Am j Orthod Dentofacial Orthop. v. 104, n.5, p. 471-483, Nov. 1993. 17. GRIBEL, M. Avaliação qualitativa e quantitativa do crescimento craniofacial em crianças de até 6 anos de idade. Rev Dental Press Ortodon Ortoped.v.4, n.4, jul/ago. 1999. 18. RASMUSSEM, I. ; HELMS, S. Förekomstem af tangs tillingsfegl i det primaere tandsaet. Tandlaegeblated. v. 79, p. 467-477; 1987. 19. KISLING, E. ; KREBS, G. Patterns of occlusion in 3 years old danish children community. Dent oral Epidemiol. v. 4, p. 152-149. 1976. 20. SCHINESTSCK, P.A.N. A relação entre a maloclusão dentária, a respiração bucal e as deformidades esqueléticas. J Bras Ortodon Ortop Facial. v. 1, n. 4, p. 45-55, jul./ago. 1986. 21. LÓPEZ, F.U.; CEZAR, G.M. ; CHISLENI, G.C.; FARINA, J. C.; BELTRAME, K. P., FERREIRA, E. S., R. Fac. Odontol Porto Alegre, V. 42, N. 2, P. 8-11, DEZ.2001. 22. THOMAS, E.B.A.F. ; ELY, M.R.; LIRA, C.C.; MORAES, E.S.; VALENÇA, A.M.G. Prevalência de protrusão dos incisivos superiores, sobremordida profunda, perda prematura de elementos dentários e apinhamento na dentição decídua. J Bras Odontopediatr Odontol Bebê. v. 5, n. 26, p. 276-282, 2002. 23. SCHINESTSCK, P.A.N. A relação entre a maloclusão dentária, a respiração bucal e as deformidades esqueléticas. J Bras Ortodon Ortop Facial. v. 1, n. 4, p. 45-55, jul./ago. 1986. 24. BELLOMO Jr. D. P. BRASIL, a vanguarda da Ortopedia Funcional dos Maxilares - Parte III. Disponível em: http://www.ortomax.odo.br/pages/port/hp_2b.htm . Acesso em 10 de outubro de 2003. 25. PLANAS PEDRO. Reabilitação Neuroclusal. 2ª Ed. São Paulo: Ed. Medsi. 1997. p.181-225. 26. SIMÕES, W. A. In. ATM e dores craniofaciais fisiologia básica. São Paulo: Santos. 2003. p.19-59.

DOR LOMBAR DE ORIGEM MECÂNICA :MÉTODO MCKENZIE É SUPERIOR QUE A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS TERAPÊUTICOS!

DOR LOMBAR DE ORIGEM MECÂNICA :MÉTODO MCKENZIE É SUPERIOR QUE A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS TERAPÊUTICOS! Sabemos que a maioria dos casos de dor lombar são de origem mecânica, sendo que a região posterior dos discos intervertebrais são ricamente inervados e, consequentemente, são fontes potenciais de dor. Segundo o Método McKenzie, até 80% dos pacientes com dor lombar apresentam uma direção de movimento que promove a centralização dos sintomas e/ou redução da intensidade da dor (ver POST PRÉVIO) (FIGURA II), sendo que em até 80% dos mesmos, a direção de movimento preferencial é a extensão. Acredita-se que a realização de movimentos repetitivos e/ou manutenção da postura em extensão seja capaz de reduzir a sobrecarga da região posterior do disco e, consequentemente, a dor (FIGURA III). Recentemente, Murtezani et al (2014) em um grande ensaio clínico randomizado, compararam o tratamento composto pela utilização de recursos terapêuticos com o tratamento seguindo o Método McKenzie em sujeitos com dor lombar crônica. Embora ambos os grupos apresentaram redução da dor, o grupo tratado com o Método McKenzie apresentou resultados superiores! http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25159291

RESSALTO LATERAL DO QUADRIL

Revita Clínica RESSALTO LATERAL DO QUADRIL :DOUTOR, SINTO MEU QUADRIL SAINDO DO LUGAR! A Síndrome do Ressalto Lateral do Quadril (External Snapping Hip) caracteriza-se pela presença de um ressalto palpável do Trato Iliotibial SOBRE O TROCÂNTER MAIOR DO FÊMUR durante a realização dos movimento de flexão/extensão e rotação/medial lateral do quadril (FIGURA II). Acredita-se que um déficit de flexibilidade e/ou hiperativação do músculo Tensor da Fáscia lata, assim como, redução de flexibilidade do próprio Trato Iliotibial estejam relacionados com essa disfunção (FIGURA III). Geralmente, os pacientes relatam que o "quadril está saindo do lugar" e queixam-se de dor na face lateral do quadril e coxa (FIGURA IV), oriunda do acometimento do trato iliotibial e/ou da bursa troncantérica (FIGURA V). O tratamento conservador dessa disfunção envolve a realização de técnicas de alongamento/inibição do músculo Tensor da Fáscia Lata (FIGURAS VI-VII), assim como, a realização de um treino de Estabilização Lombo-pélvica focado na correção de padrões anormais de movimento do membro inferior e tronco que possam contribuir para o aumento da tensão sobre o Trato Iliotibial (FIGURA VIII) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22967754

FRATURA TRANSVERSA DE PATELA NO PÓS-OPERATÓRIO DE RECONSTRUÇÃO DO LCA COM TENDÃO PATELAR: COMO PREVENIR?

Revita Clínica FRATURA TRANSVERSA DE PATELA NO PÓS-OPERATÓRIO DE RECONSTRUÇÃO DO LCA COM TENDÃO PATELAR: COMO PREVENIR? Embora a popularidade da utilização do tendão dos flexores tenha crescido nos últimos anos nas reconstruções do LCA, muitos cirurgiões preferem a utilização do tendão patelar nesses procedimentos. Sabemos que durante a retirada do enxerto do tendão patelar, dois blocos ósseos são também removidos, sendo um deles do pólo inferior da patela (FIGURA I). Ainda, a partir de estudos biomecânicos, tem sido sugerido a realização de exercícios de fortalecimento de quadríceps em CCA em ângulos entre 90 e 60º de flexão no P.O imediato, pois nessa angulação o stress sobre o enxerto é minimizado. Piva et al (2009) publicaram um estudo de 2 casos de pacientes em pós-operatório de reconstrução de LCA que tiveram fratura transversa de patela durante a realização do fortalecimento do quadríceps (extensão em CCA em 90-60º na 7ª semana de P.O) e durante uma avaliação isocinética com eletroestimulação supra-máxima (mesma amplitude de movimento na 10ª semana de P.O) (FIGURAS III-IV) Sabemos que durante a contração do quadríceps nessa amplitude de movimento, ocorre máxima força axial sobre a patela. Ainda, após a retirada do enxerto, a patela não possui total integridade para suportar tais forças. Dessa forma, embora seja importante restringir essa amplitude para minimizar o stress sobre o enxerto, A CARGA DE TREINAMENTO deve ser aumentada de forma progressiva, evitando contrações máximas na fase inicial de intervenção desses pacientes! http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19346622